A quinta chave do programa para viver com saúde é o princípio
do consumo. A sexta chave para viver com saúde é o mito da proteína.
Já ouviu dizer que quando se conta uma mentira muito grande,
em voz muito alta e muitas vezes, mais cedo ou mais tarde as
pessoas acreditarão nela?
Bem-vindos ao maravilhoso mundo da proteína. Nunca foi dita
mentira maior do que essa de que o ser humano precisa de uma
dieta rica em proteínas para manter uma ótima saúde e bemestar.
É bem provável que você esteja muito consciente sobre quanto
ingere de proteínas. Por que isso? Algumas pessoas estão tentando
um aumento do nível de energia. Algumas pensam que
precisam de proteína para aumentar a resistência.
Algumas comem-na para ter ossos fortes. Mas, em cada um desses
casos, o excesso de proteína produz efeito exatamente oposto.
Procuremos um modelo de quanta proteína você deve realmente
precisar. Quando é que você imagina que as pessoas precisam
mais de proteínas? Provavelmente quando são crianças pequenas.
A Mãe Natureza providenciou um alimento, o leite materno,
que fornece à criança tudo que ela precisa.
Adivinhe quanta proteína tem o leite materno - 50 por cento, 25
por cento, 10 por cento? Menos! O leite materno tem 2,38070% de
proteína logo após o parto, que se reduz para 1,2; 1,6%, em seis
meses. Isso é tudo.
Então, de onde tiramos a idéia de que os seres humanos precisam
de doses maciças de proteínas?
Ninguém realmente tem qualquer idéia de quanta proteína precisamos.
Após dez anos estudando as necessidades humanas de
ingestão de proteínas, o dr. Mark Hegstead, antigo professor de
nutrição da Harvard Medical School, confirmou o fato de que a
maioria dos seres humanos parece adaptar-se a qualquer quantidade
de proteína que esteja disponível para eles.
Além do mais, mesmo pessoas como Frances Lappé, que escreveu
Diet for a Small Planet, e que por quase uma década promoveu
o conceito de combinar vegetais para conseguir todos os
aminoácidos essenciais, dizem que estavam erradas, que as pessoas
não têm de combinar suas proteínas, que se você fizer uma
dieta vegetariana convenientemente balanceada, conseguirá toda
a proteína de que necessita.
A National Academy of Sciences diz que o norte-americano adulto
precisa de 56 gramas de proteína por dia. Num relatório do International
Union of Nutritional Sciences, descobrimos que cada país
tem diferentes exigências de proteínas diárias para o adulto, que
variam de 39 a 110 gramas por dia.
Assim, quem realmente tem alguma idéia? Por que você precisaria
de toda essa proteína? Presume-se que seja para repor o que
perdeu. Mas você perde só uma pequena quantidade por dia, através
da excreção e respiração! Então, onde eles conseguiram
essas cifras?!
Procuramos a National Academy of Sciences e perguntamos como
chegaram à cifra de 56 gramas. De fato, os relatórios deles diziam
que só precisamos de 30, mas recomendavam 56. Mas eles também
afirmam que o excesso de proteína ingerida sobrecarrega o
trato urinário e causa fadiga. Por que, então, recomendam até
mais do que dizem que precisamos? Ainda estamos aguardando
uma boa resposta.
Disseram-nos simplesmente que costumavam recomendar 80
gramas, mas, quando decidiram baixar, depararam com um grande
protesto público. De quem? Você ou eu fomos reclamar? Não é
provável. O grito de protesto veio dos interesses de industriais
que ganham seu sustento com a venda de alimentos e produtos
altamente proteínicos.
Qual é o maior plano de comercialização na terra? É fazer as pessoas
pensarem que morrerão, a menos que usem certo produto. E
foi isso o que aconteceu com as proteínas.
Analisemos o fato corretamente. O que você acha da idéia de que
precisa de proteínas, como energia? O que é que seu corpo usa
como energia?
Primeiro, ele usa glicose das frutas, vegetais e brotos. Então usa
amido, depois usa gordura. E a última coisa que chega a usar é
proteína. Basta, quanto ao mito. E sobre a idéia de que as proteínas
ajudam a aumentar resistência? Errado. Proteína em excesso
dá ao corpo nitrogênio em excesso, que causa fadiga.
Gente com corpo modelado, todo estufado de proteínas, não é
conhecida por sua habilidade de correr maratonas. Ficam muito
cansados. Bem, e quanto à questão das proteínas fazerem ossos
fortes? Errado outra vez. É o contrário. Muita proteína tem estado
ligada sempre à osteoporose, degeneração e enfraquecimento dos
ossos.
Os ossos mais fortes do planeta pertencem aos vegetarianos.
Eu poderia lhe dar uma centena de razões pelas quais comer carne
devido às proteínas é uma das piores coisas que pode fazer.
Um dos produtos derivados do metabolismo da proteína é a amônia,
por exemplo. Deixem-me mencionar dois pontos em particular.
Primeiro, a carne contém altos níveis de ácido úrico, que é um dos
resíduos ou produtos excretórios resultantes do trabalho das
células vivas. Os rins extraem ácido úrico da corrente sangüínea e
enviam-no para a bexiga para ser passado com a uréia, como urina.
Se o ácido úrico não for pronta e seguramente removido do sangue,
o excesso se acumula nos tecidos do corpo, para mais tarde
provocar gota ou pedra na bexiga, sem mencionar o que ele faz
para seus rins.
Descobriu-se que as pessoas com leucemia, em geral, têm níveis
muito altos de ácido úrico na corrente sangüínea. Um pedaço médio
de carne tem 907,2 mg de ácido úrico.
Seu corpo pode eliminar só 518,4 mg de ácido úrico por dia. De
mais a mais, você sabe o que dá à carne seu sabor? Ácido úrico
do animal, que agora está morto, e que você está consumindo. Se
duvidar disso, tente comer carne à moda Kosher (ortodoxa judaica),
antes de ser temperada. O sangue é drenado e, assim, a maior
parte do ácido úrico.
Carne sem ácido úrico não tem sabor. É isso que você quer pôr
em seu corpo, o ácido normalmente eliminado na urina de um
animal?!
A carne está fervilhante de bactérias de putrefação. Se você não
sabe o que são bactérias de putrefação, elas são germes do cólon.
Como explicou o dr. Milton Hoffman em seu livro The Missing
Link in the Medical Curriculum Which is Food Chemistry in Its
Relationship to Body Chemistry; página 135:
"Quando o animal está vivo, o processo osmótico no cólon evita
que as bactérias da putrefação passem para o animal. Quando o
animal está morto, o processo osmótico pára e as bactérias da
putrefação atravessam as paredes do cólon e entram na carne.
Elas amaciam a carne".
Você sabe que a carne tem de envelhecer. O que envelhece ou
amacia a carne são as bactérias de putrefação.
Segundo técnicos abalizados, as bactérias nas carnes são idênticas
àquelas do esterco e mais numerosas em algumas carnes do
que no esterco. Todas as carnes tornam-se infectadas com germes
de esterco no processo de matança, e o número aumenta
quanto mais tempo a carne for mantida armazenada.
É isso que você queria comer?
Se você precisa mesmo comer carne, então proceda assim: primeiro,
consiga-a de uma fonte que garanta que o pasto é natural,
isto é, uma fonte que garanta que não tiveram hormônios de crescimento
ou DES. Segundo, corte drasticamente o seu consumo.
Faça seu novo programa: usar carne só numa refeição por dia.
Não estou dizendo que simplesmente deixando de comer carne
você ficará saudável, nem estou dizendo que se comer carne não
poderá ser saudável.
Nenhuma dessas duas declarações seria verdadeira. Muitos comedores
de carne são mais saudáveis do que vegetarianos, simplesmente
porque alguns vegetarianos têm a tendência de
acreditar que, se não comem carne, podem comer qualquer outra
coisa. Eu certamente não estou advogando isso.
Mas você deve saber que pode ser mais saudável e mais feliz do
que agora, decidindo que não quer mais comer a carne e a pele
de outros seres vivos.
Você sabe o que Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Leonardo
da Vinci, Isaac Newton, Voltaire, Henry David Thoreau, George
Bernard Shaw, Benjamin Franklin, Thomas Edison, o dr. Albert
Schweitzer, Mahatma Gandhi, tinham em comum?
Todos eles eram vegetarianos. Um grupo nada mau para ser modelado,
não acham?...
São os latícínios melhores? De algumas formas, são até piores.
Todo animal tem leite com o equilíbrio certo de elementos para
esse animal. Muitos problemas podem surgir de bebermos leite
de outros animais, incluindo o de vaca.
Por exemplo: os fortes hormônios de crescimento, no leite das
vacas, destinam-se a fazer um bezerro crescer de 40 quilos ao
nascer até quase 450 quilos na maturidade física, dois anos mais
tarde.
Em comparação, uma criança humana nasce com cerca de 2.800-
3.500 gramas e atinge a maturidade física de 46 a 90 quilos, 21
anos mais tarde.
Há uma grande controvérsia sobre o efeito que isso tem em nossa
população. O dr. William Ellis, grande autoridade em produtos
laticínios e como eles afetam a corrente sangüínea humana, declara
que se você quiser alergias, beba leite.
Se quiser um sistema "entupido", beba leite. A razão, declara ele,
é que poucos adultos podem metabolizar adequadamente a proteína
do leite da vaca.
A principal proteína no leite de vaca é a caseína, que é o que o
metabolismo da vaca precisa para uma boa saúde. No entanto,
caseína não é o que os humanos precisam. De acordo com os estudos
do dr. Ellis, tanto as crianças como os adultos têm grande
dificuldade em digerir a caseína. Seus estudos agora mostram
que, pelo menos em crianças, 50 por cento ou mais da caseína
não é digerida.
Essas proteínas parcialmente digeridas com freqüência entram
na corrente sangüínea e irritam os tecidos, criando susceptibilidade
às alergias. Por fim o fígado tem de remover todas essas
proteínas de vaca parcialmente digeridas, e isso - em compensação
- coloca uma desnecessária carga no sistema excretório interno
e no fígado em particular.
Em contraste, a lactoalbumina, a proteína básica no leite humano,
é fácil para os seres humanos digerirem.
Quanto a beber leite pelo cálcio, Ellis declara que, após fazer testes
de sangue em cerca de 25.000 pessoas, descobriu que aqueles
que tomam três, quatro ou cinco copos de leite por dia, têm o
mais baixo nível de cálcio no sangue.
Ainda de acordo com Ellis, se você estiver preocupado em obter
cálcio suficiente, simplesmente coma muitos vegetais verdes,
manteiga de gergelim, ou nozes - todos são muito ricos em cálcio
e de fácil digestão.
Também é importante notar que se você consome cálcio em excesso,
ele pode acumular-se em seus rins e formar pedras. Assim,
para manter suas concentrações no sangue relativamente baixas,
seu corpo rejeita cerca de 80 por cento do cálcio que você consome.
No entanto, se você estiver interessado, há outras fontes além do
leite. Por exemplo, os nabos verdes, peso por peso, contêm duas
vezes mais cálcio do que o leite.
De acordo com muitos técnicos, os interesses da maioria das pessoas
sobre o cálcio são de qualquer forma injustificados.
Qual é o principal efeito do leite no corpo? Torna-se uma massa
destruidora, formada de muco que endurece, obstrui e gruda em
qualquer coisa dentro do intestino delgado, tornando o trabalho
do corpo muito mais difícil.
E sobre queijos? É só leite concentrado. Lembre-se, são precisos
4 ou 5 galões de leite para fazer meio quilo de queijo. O conteúdo
de gordura sozinho já é razão suficiente para limitar seu consumo.
Se você deseja mesmo queijo, corte uma pequena quantidade
numa grande salada.
Dessa forma, você tem muitos alimentos ricos de água para contrabalançar
alguns de seus efeitos obstruidores.
Para alguns, desistir de queijo parece horrível. Sei que gosta de
sua pizza e queijo branco. Iogurte? Também é mau. Sorvete? Não
é alguma coisa que o sustentará para ficar em ótima forma. Mas
você não precisa desistir daquele gosto ou textura maravilhosa.
Ponha bananas geladas em uma centrífuga para criar alguma
coisa que parece e tem gosto de sorvete, mas é um ótimo alimento
para seu corpo.
E sobre requeijão? Você sabe com que um grande número de leitarias
costumam engrossar seus requeijões e fazer com que se
agregue? Gesso-de-paris (sulfato de cálcio). Não estou brincando.
É permitido dentro de regulamentos federais, se bem que seu uso
seja contra a lei na Califórnia. (No entanto, se o requeijão é feito
num Estado onde é permitido, ele pode ser despachado para a
Califórnia e vendido lá). Você pode se imaginar tentando criar
uma corrente sangüínea limpa e livre - e então enchê-la de gessode-
paris?
Por que não ouvimos essas coisas sobre os laticínios antes? Por
muitas razões, algumas tendo a ver com condicionamentos passados
e sistemas de crenças. Outra razão pode ter alguma coisa
com o fato de que o governo federal (norte-americano) gasta cerca
de 2,5 bilhões de dólares por ano para negociar os excedentes
de laticínios.
De fato, de acordo com o New York Times (18/11/83), a mais nova
estratégia é uma propaganda do governo para incentivar o con
sumo adicional dos produtos de leite, apesar dessas tais medidas
se chocarem diretamente com outras campanhas que alertam
quanto aos perigos de consumir gordura em excesso.
Os depósitos do governo norte-americano estão agora repletos
com 650 milhões de quilos de leite em pó, 194 milhões de quilos
de manteiga e 450 milhões de quilos de queijo. A propósito, isto
não é para ser um ataque à indústria de laticínios. Considero os
fazendeiros leiteiros como alguns dos indivíduos que trabalham
mais arduamente em nossa cultura. Mas isso não significa que
continuarei a usar seus produtos se descobrir que não fazem com
que me sinta melhor fisicamente.
Eu costumava ser como você deve ser agora. Pizza era minha comida
favorita. Não pensava que poderia desistir dela. Mas, desde
que consegui, me sinto tão melhor que não há uma chance, nem
em um milhão de anos, de que eu volte atrás. Tentar descrever a
diferença é como tentar descrever o perfume de uma rosa para
alguém que nunca cheirou uma.
Talvez você devesse tentar cheirar aquela rosa antes de fazer um
julgamento sobre ela. Tente eliminar leite e limitar o consumo de
outros laticínios durante trinta dias, julgue pelos resultados que
sentir em seu corpo.
A finalidade deste livro todo é dar-lhes informações, e que você
decida o que acha útil e jogue fora o que acha que não funciona.
No entanto, por que não testar todos os princípios antes de julgálos?
Tente os seis princípios do sistema de viver com saúde.
Tente nos próximos dez a trinta dias - ou durante toda a sua vida
- e julgue, por si, se eles produzem mais altos níveis de energia e
uma sensação de vibração, que o apoiará em tudo que fizer.
Deixe-me fazer-lhe uma pequena advertência. Se começar a respirar
efetivamente, de uma forma que estimule o sistema linfático,
se começar a combinar seus alimentos corretamente e comer 70
por cento de alimentos que contêm água, o que irá acontecer?
Lembra-se do que o dr. Bryce afirmou sobre o poder da água?
Você já viu um incêndio começar num edifício com somente umas
poucas saídas? Todos se dirigem para as mesmas saídas - nosso
corpo trabalha da mesma forma.
Começará a limpar o lixo que está sendo ajuntado em seus sistemas
durante anos, e ele pode usar essa recém-encontrada energia
para fazer isso o mais rápido que puder. Assim, você de repente
começa a espirrar e expelir o muco em excesso.
Significa que pegou um resfriado? Não, você comeu um "resfriado".
Você criou um "resfriado" durante anos de péssimos hábitos
alimentares. Seu corpo pode agora ter energia para usar seus
órgãos de excreção para se livrar do excesso de resíduos anteriormente
acumulados nos tecidos e corrente sangüínea.
Um pequeno número de pessoas pode liberar venenos suficientes
de seus tecidos, para a corrente sangüínea, para produzir uma
leve dor de cabeça. Devem elas tomar um analgésico? Não! Onde
você quer esses venenos, fora ou dentro? Onde você quer o excesso
de muco, em seus lenços ou em seus pulmões? É um preço
pequeno a pagar pela limpeza de anos de péssimos hábitos de
saúde. A maioria das pessoas, porém, não terá nenhuma reação
negativa, mas se sentirá com um alto senso de energia e bemestar.
É claro que o espaço neste livro para discutir dieta é limitado;
muitos assuntos (como gorduras e óleos, açúcar, cigarros e outros)
foram deixados de lado. Assim, espero que este capítulo o
incentive a pesquisar sobre sua própria saúde pessoal.
Lembre-se: a qualidade de nossa fisiologia afeta nossas percepções
e comportamentos. A cada dia temos mais provas de que a
dieta norte-americana de comidas salgadas, comidas rápidas e
aditivos químicos está causando "armadilhas" de perdas no corpo,
e essas perdas alteram o nível de oxigenação e energia do corpo,
contribuindo para tudo - do câncer ao crime.
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